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AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE E REDES SOCIAIS – "QUANDO UM NÃO QUER DOIS NÃO FAZEM”.


Porque as agências de publicidade não estão conseguindo pegar a “cauda do cometa” das redes sociais?
Tenho conversado com alguns profissionais de agências de publicidade e percebo que estão angustiados com as novas mídias digitais e suas funcionalidades quando o assunto é presença online de marcas e empresas nas redes sociais.
O que me faz pensar assim é o fato que com a maioria dos profissionais com quem falei e com o quais também tive a oportunidade de mostrar e esclarecer o trabalho que faço de gestão e monitoramento de marcas na Internet, me parece, ficaram mais angustiados, “elétricos”, quando se dão conta das infindáveis possibilidades de relacionamento e, consequentemente, de obtenção de informações individuais e manifestações de interesses e necessidade dos consumidores propiciam. Todos sabem, compreendem e falam: “Eu quero isso!” ou “O meu cliente precisa disso!”. Beleza! Mas demorou. Porque não faturam com isso? Percebo que não estão sabendo vender estes serviços.
Hoje em dia o bê-á-bá da coisa passa pela necessidade que as marcas têm de “escutar” os seus consumidores, entenderem suas necessidades e comportamento, absorverem o que estão falando (de positivo ou negativo) sobre elas e a partir daí desenvolverem seus planejamentos de atuação e relacionamento nas redes sociais, tendo como objetivo maior motivarem a geração de um maior número possível de clientes “evangelizadores” (aquele que “prega” o nome e as vantagens da marca favoravelmente para os seus amigos e seguidores).
Mas o que está faltando? Cito duas situações:
1ª) O empresariado ainda é relutante em investir nas redes sociais (por mais que seus filhos lhe cobrem uma presença online), seja por insegurança quanto aos resultados destes novos canais ou seja por um real desconhecimento sobre o assunto e todas as vantagens já divulgadas e observadas que são conquistadas quando uma marca investe com competência na sua presença online. E, colocando o “dedo na ferida”, podemos perceber certo despreparo, falta de conhecimento e informação por parte de alguns responsáveis pelo marketing das empresas. Ainda plenamente enraizados no conceito de que o investimento só é valido nas mídias de massa, sem a preocupação de entender a individualidade de cada consumidor;
2ª) A maioria das agências publicitárias ainda não fizeram investimentos na formação de profissionais capacitados para o trabalho de gestão, editoração e monitoramento das marcas de seus clientes na Internet. Não possuem interlocutores habilitados para negociarem e sensibilizarem as empresas a investirem nas redes sociais. Detalhe: tem sim clientes cobrando das agências, em caráter de urgência, esta prestação de serviço. Afinal também temos empresas cujos gestores já perceberam a importância das mídias sociais para as suas marcas e para o relacionamento com os consumidores.
Fato é que estamos falando de um mercado que é relativamente novo, ainda em ebulição e as pessoas estão correndo em busca de qualificação adequada para atuarem com competência, porém as agências de publicidade não estão no mesmo pique e perdem espaço para as novas agências digitais, que acolhem estes profissionais criativos e cheios de idéias e soluções na cabeça.
Arrisco-me a dizer que nas agências digitais o lema é outro: “Onde come um, comem dois!”.
Por Renato Serra
Gestor Sênior de Redes Sociais da IC Grupom




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