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Crie Elos com o Público-Alvo nas Redes




Charlene Li, especialista em mídias sociais, fala sobre a Sociografia como uma maneira de rastrear o público nas redes para desenhar estratégias de marketing


Rastrear, encontrar e conversar. Esses são os três passos que Charlene Li, presente no Seminário de Estratégias de Redes Sociais da HSM, realizado no dia 25 de março, chama de Sociografia. Para a especialista em mídias sociais, a sociografia faz perguntas fundamentais como: Onde estão seus clientes online? Quais são os comportamentos sociais online de seus clientes? Em quais pessoas ou informações sociais seus clientes confiam? Qual é a influência social de seus clientes? Quem confia neles? Como seus clientes usam as tecnologias sociais no contexto dos produtos da sua empresa?


Com todas as respostas em mãos, a empresa já pode direcionar seus esforços de marketing e criar elos com os clientes. “Se analisarmos as conversas que acontecem hoje nas redes, cerca de 40% delas incluem algum tipo de marca ou serviço. É preciso mapear essas conversas e se for preciso interagir e saber ainda o que o seu concorrente está fazendo nestas mídias. Você pode até não entrar nas redes, mas estará perdendo a oportunidade de estabelecer relacionamentos novos. Se você vai entrar no mercado novo, porque não usar todos os recursos disponíveis?”, questiona Charlene.


Mas entrar nas redes não é o suficiente. É preciso entender o que está acontecendo em tempo real e estar pronto para interagir também em tempo real com as pessoas. Dar uma resposta em 24 horas já não é mais aceitável. “Para as empresas, ainda é difícil estabelecer o relacionamento na rede, por isso ressalto a importância de ouvir, aprender com os clientes, mudando a forma de enxergar e estabelecer sempre o diálogo,” pontua Charlene.


Empresas como Starbucks Coffee, Dell, Lego, Procter & Gamble e Kohl’s, têm conseguido conversar com clientes de maneira autêntica, dando consistência nestes relacionamentos. Por meio de comunidades ou de seus sites, essas empresas criaram diferentes formas de envolver os clientes em sua linha de produção, melhoria dos produtos, criação e desenvolvimento etc. “A plataforma mudou, mas as razões para a comunicação não. Tenha sempre a transparência nestas relações e responda prontamente a sugestões e críticas. Aliás, as críticas são excelentes termômetros para os processos de melhoria. Basta enxergar os problemas como fonte de inovação’, conclui Charlene.


Por Katia Cecotosti, editora do HSM Online

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