sábado, 14 de janeiro de 2017

QUAL É O VALOR REAL DE UM LIKE? ENTENDA A IMPORTÂNCIA DO BOTÃO CURTIR NAS RELAÇÕES ONLINE



Dar e receber feedback é uma parte fundamental da experiência das pessoas nas redes sociais. Os Likes, num aspecto geral, servem como ferramentas para a manutenção de relacionamentos entre as pessoas e cumprem o papel de indicadores sociais de aceitação e estima. Além disso, podem adquirir diferentes significados para pessoas diferentes em cada contexto. É a opção curtir que garante a construção de vínculos para  manter relações virtuais com os amigos e conhecidos.

Os comentários, compartilhamentos, ou seja, cada ação dentro dos círculos criados nas mídias sociais carrega um significado intrínseco específico, mas é o Like, a interação mais simples, que traz as interpretações mais diversas e a maior dinamicidade no sentido de feedback. Apesar de ser percebido pela maioria das pessoas como um capital social de menor valor, o Like reflete a justificativa para muitas pessoas estarem constantemente ativas no Facebook e nas redes sociais, que é a busca por aprovação, receber um indicativo de aceitação constante nos conteúdos e ações.

Por ser uma forma menos esforçada de comunicação do que comentários ou mensagens, o Like é um sinal social que geralmente vêm para reduzir incertezas interpessoais, formar impressões e desenvolver afinidade. Pode ser um sinal de adequação ou aceitação social, pode significar apoio psicológico e empatia, ou simplesmente sinalizar que um amigo viu uma publicação.

O Like tem então uma importância teórica como um bem social. E essa ambiguidade em torno dos seus significados é importante para compreender as motivações do compartilhamento de conteúdo e o papel do feedback dos contatos no ecossistema de mídia social.

Embora o Like contenha muito menos informação do que um comentário ou uma mensagem baseada em texto, não deixa de ser uma forma de conteúdo e, portanto, tem valor de engajamento. Dentro de um contexto particular, o número de curtidas que uma pessoa recebe pode indicar popularidade ou características de personalidade. Por exemplo, quanto mais Likes uma atualização de status de uma pessoa receber, mais extrovertida a pessoa vai parecer frente a um estranho. 

O autor da postagem também sente essa associação direta com a popularidade. Por exemplo, uma pesquisa comportamental desenvolvida pelo Facebook Research descobriu que os usuários do Facebook se incomodam com a pressão por postar conteúdos populares entre os amigos, e que uma parcela dos jovens não hesita em excluir uma publicação ou foto por não ter interações suficientes. Os Likes podem ser descritos então como micro-operações, que podem ajudar criar um ambiente onde é decretada uma lei de atenção recíproca, mesmo exigindo baixo nível de preparação social.

Mas o quão importante é para as pessoas ter um número suficiente de Likes e por que?


Mais da metade (52,7%) dos participantes do estudo do Facebook confirmaram que a obtenção de um número suficiente de curtidas é importante para eles. No entanto, apenas 16% dos participantes concordaram com a afirmação “Se o meu post não recebe Likes suficientes, isso me faz sentir mal”. Embora a maioria dos entrevistados não se sente mal sobre não ter Likes suficientes, em respostas abertas, as descobertas envolvendo as motivações das pessoas ao apertar o botão curtir foram curiosas.


As respostas incluíram quatro principais variáveis:

• Contrato social (Somos amigos e precisamos demonstrar que gostamos das mesmas coisas)
• Atenção (Estou realmente interessado no que meus amigos têm a dizer e em como se sentem em relação às coisas)
• Apoio (Quero parecer atencioso ou simplesmente ser solidário)
• Empatia (Me identifico ou me relaciono de alguma forma com o que foi publicado).


O que importa mais – O número de curtidas ou de quem vieram esses likes?


Os participantes se mostraram mais preocupados em receber Likes de pessoas específicas, ao invés de uma determinada quantidade. De acordo com a pesquisa, 42,5% dos participantes disseram que se importam mais com quem são as pessoas que dão Like em suas postagens do que com o número de curtidas recebidas, enquanto apenas 10,5 % disseram que o número era mais importante. Além disso, 58,1 % concordaram com a afirmação que “Há certas pessoas de quem eu desejo receber Likes, mais que de outras”


O Like é a ação online mais onipresente no mundo. O simples ato de comunicação, independente do conteúdo, já é capaz de passar uma mensagem simbólica que envolve o tempo e esforço que um amigo está disposto a de dedicar ao outro, às opiniões e mensagens alheias. O valor do Like como interação está ligado ao seu simbolismo como indicador de aprovação, empatia e aos significados ocultos que o botão curtir carrega. 

Fonte: Facebook Research



sexta-feira, 26 de agosto de 2016

TSUNAMI DIGITAL


Confesso que queria encontrar um título mais impactante – pensei mesmo em chamar de “a quarta revolução industrial” – mas creio que a comparação seria limitada (e incoerente com a observação sociológica que indica a mudança de uma sociedade industrial para uma sociedade baseada no conhecimento). Procurando por uma metáfora, fiquei com a definição do Klaus Schwab (presidente do Fórum Econômico Mundial) – tsunami – se vê pequenos sinais à beira-mar e de repente a onda gigante te engolfa. O mundo digital do futuro (próximo), conduzido pela inteligência artificial, internet das coisas e (não canso de repetir, o cada vez mais famoso) big data têm promovido mudanças tão rápidas e densas que pode ser difícil dar um passo atrás e tentar entender o fenômeno. De fato, as transformações têm um potencial tão esmagador, que ao invés de surfar as ondas, podemos, de repente, nos encontrar “levando um caldo”.
Recomendo a leitura do relatório “Technology Tipping Points and Societal Impact”, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, com as tendências, cronograma e o impacto esperado na sociedade promovido pelos 3 condutores mencionados no parágrafo anterior. Quem quiser se preparar para a leitura das 44 páginas do relatório, faço um apanhado geral a seguir do que consta nele. Antes, penso ser necessário dar uma pequena explicação a respeito do motivo pelo qual se “bate” tanto na tecla da importância da tecnologia.
A palavra-chave do “mundo” em que vivemos hoje é interconexão. “Globalização”, “sociedade pós-moderna” e outros termos obscuros que se encontra por aí, tem na sua semântica a integração – seja ela de mercados, de pessoas, de culturas, de países, etc. Tudo é interligado: tecnologia, segurança, crescimento econômico, sustentabilidade e identidades culturais. A mudança tecnológica não é um fenômeno isolado, faz parte de um ecossistema complexo que compreende negócios, ações governamentais e as suas dimensões sociais. Por exemplo, para um país fazer um ajuste para o novo tipo de competição orientada pela inovação e criação de propriedade intelectual, todo o ecossistema tem de ser considerado – não é à toa que no ano passado a Finlândia reformulou o seu sistema educacional com foco no estímulo ao autoaprendizado e embasado principalmente pelo uso da tecnologia e o acesso à internet. Então, se algo muda (ou está mudando constantemente) como no caso da tecnologia, todo o sistema precisa se adaptar para manter-se sustentável.
Sem mais delongas, o que o relatório aponta pode ser resumido, “Zagallomicamente”, em 13 pontos principais:

1) TECNOLOGIAS USÁVEIS E IMPLANTÁVEIS:

alguém se recorda dos tijolões que eram os celulares nos anos 90? E dos diminutos do início dos anos 2000? Por volta de 2025 podemos olhar os smartphones da mesma maneira. Há um certo consenso de que os primeiros celulares implantáveis estarão disponíveis no mercado dentro de 9 anos. Há mais consenso ainda em relação às roupas conectadas à internet.
2) PRESENÇA DIGITAL:
há uns 15 anos, ter “presença” digital significava possuir uma conta de e-mail. Hoje, até nossos avós possuem um login no Facebook, no Twitter ou mesmo um site pessoal. Em 10 anos, cerca de 90% das pessoas no mundo terão alguma forma de presença digital. Com isto, pode-se concluir que 90% da população mundial estará conectada na internet. Não é pouca coisa em relação ao conceito de interconexão que comentei anteriormente.

3) A VISÃO COMO NOVA INTERFACE:

não sei quantos dos que me leem usam óculos. Eu pessoalmente, os uso desde os 13 anos. O que meus olhinhos míopes não esperavam é pela informação de que por volta de meados da próxima década, 10% de todos os óculos do mundo também estarão conectados à internet. Isto quer dizer acesso a apps (ou o que for a onda na época) literalmente ao alcance da vista. Também significa acesso e produção de dados em movimento.

4) COMPUTAÇÃO ONIPRESENTE:

esta tem a ver com a presença digital (ponto 2). É uma informação complementar. Hoje, por volta de 57% das pessoas do mundo estão conectadas à internet. 90% de conexão também significa a presença quase total dos computadores na vida do ser-humano. Não é por acaso que a inteligência artificial tem estado cada vez mais no centro da atenção de quem cria propriedade intelectual e que conceitos como machine learningex-machina e similares veem se tornando pop.

5) TECNOLOGIA MÓVEL:

em português brasileiro, “combinamos” de chamar os telefones celulares de “celulares”. Mas em outras praias eles são chamados de telefones móveis e chamo a atenção para a palavra “móvel”. A mobilidade elevou a internet a outro patamar, e não vai perder força ou importância no futuro próximo. Pode-se esperar dispositivos mais sofisticados, mas sempre permitindo mobilidade.

6) ARMAZENAMENTO PARA “GERAL”:

em carioquês, para “geral” quer dizer para todos. Em 10 anos, 90% dos que tem acesso à internet, também terão armazenagem ilimitada e gratuita nas “nuvens”. Daqui a pouco quase ninguém terá que se preocupar em apagar foto ou vídeo porque acabou o “espaço” no celular.

7) A INTERNET DAS COISAS E PARA AS COISAS:

óculos, roupas, eletrodomésticos e acessórios. Durante a próxima década, a previsão é que haja 1 trilhão de sensores conectados ao que usamos normalmente. Espera-se que estes sensores nos ajudem a melhorar a segurança (de alimentos à aviões), aumentar a produtividade (o que quer que isto signifique) e nos ajudar a administrar nossos recursos de maneira mais eficiente e sustentável (mesmo porque sempre precisamos de uma utopia).
8) CIDADES E CASAS INTELIGENTES:
alguns hoje já são afortunados o suficiente para ter um ou outro eletrodoméstico conectado à internet (tipo uma smart TV ou um sistema de som). As previsões para a próxima década é levar cerca de 50% do tráfego de internet de uma residência para dispositivos ou aparelhos domésticos como frigideiras, geladeira, ar-condicionado, sistemas de segurança, dentre outros. O impacto em cidades deve-se dar principalmente no controle de sinais de trânsito e transporte público.

9) BIG DATA SIGNIFICA BIG INSIGHT:

praticamente todos os países do mundo promovem censos governamentais, mas eles são todos mais ou menos da mesma maneira – ou o cidadão recebe pelos correios ou vai um funcionário até a residência. A previsão é que até 2025, pelo menos 1 governo no mundo já tenha substituído seu processo de recenciamento por análise de dados em fontes geradoras ou armazenadoras de big data.

10) ROBÔS E O AMBIENTE DE TRABALHO:

não é segredo de que algumas indústrias funcionam a base de robôs, mas o quanto deles estarão presentes no ambiente de trabalho, digamos, mais administrativo? Há uma previsão de que nos próximos 10 anos, cerca de 30% das auditorias corporativas sejam feitas por robôs. Alguns acreditam que seja também possível lançar neste prazo o primeiro farmacêutico robô.

11) MOEDA DIGITAL:

hoje cerca de 0, 025% do PIB mundial é negociado via blockchain (quem não está habituado com o termo, é uma espécie de “livro-razão” – ou razonete – em que se registra as transações em bitcoin ou similares). Alguns acreditam que esta porcentagem possa chegar a 10% do PIB mundial até 2025 (embora não seja muito crível). Mas muito provavelmente algum governo já estará coletando impostos via blockchain.

12) ECONOMIA COMPARTILHADA:

em 2013 quando a consultora April Rinne causou “furor” em Davos ao falar sobre economia compartilhada (ou economia circular), pouca gente tinha familiaridade com o termo. Hoje, Uber e Airbnb fazem parte do clube do bilhão. Esta tendência não deve perder força na próxima década.

13) IMPRESSORA 3D:

é considerada um dos “pilares do futuro da manufatura”. O epíteto já diz tudo. Acredita-se que em 10 anos, 5% dos manufaturados serão “impressos” em 3D.
Sei que o texto é longo, se você chegou até aqui, agradeço pela companhia.
Por Marcelo Tibau em Updateordie!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Infográfico Mostra Perfil do Usuário Brasileiro no Instagram

Atualmente, o Instagram tem mais de 300 milhões de usuários, perdendo em tamanho apenas para o Facebook. Devido ao fato de divulgar apenas os números mundiais, traçar um perfil específico do comportamento dos usuários brasileiros no Instagram pode ser um desafio.

A agência Iska Digital realizou um estudo com base nos dados do mercado disponibilizados pelo Instagram, referentes aos usuários que vinculam suas contas com o Facebook.

Segundo o levantamento, o Brasil está entre os países com maior número de usuários. Ao todo, são 16 milhões de brasileiros disponíveis para anúncio. O número ainda é pequeno se comparado ao Facebook, com 101 milhões de usuários no país.

No entanto, o comportamento mobile mostra-se cada vez mais promissor. Dos 101 milhões, 88 milhões acessam via celular enquanto 59 milhões acessam via computador.

A agência vê o Instagram como uma poderosa opção de mídia se comparada com a mídia de massa. São 16 milhões contra 344 mil leitores da Folha de S. Paulo, maior jornal em circulação no país, por exemplo.

No momento, estão disponíveis 3 tipos de anúncio para o Instagram: cliques no site, instalação de aplicativos e visualizações de vídeo.

Confira alguns dados do estudo no infográfico abaixo (clique na imagem para ver ampliada):


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Redação para Redes Sociais

As redes sociais se tornaram grande vitrine para empresas e profissionais que percebem a importância de ter uma presença relevante online. Muitas terceirizam o serviço deixando a cargo de profissionais de marketing digital, porém muitas outras fazem uso dos recursos disponíveis para não deixar de utilizar a ferramenta e se beneficiar com os resultados. E aí surge a dúvida sobre a melhor forma de redigir e apresentar o conteúdo.
Neste quesito, as redes sociais compõem uma forma de utilizar o Marketing de Conteúdo, por isso fala-se muito dele e de como produzir informação interessante aos clientes e prospects. Mas além da preocupação com o teor da mensagem, é importante um cuidado também com a abordagem e a linguagem utilizada.
Tanto o conteúdo em si como a forma de apresentá-lo partem de um mesmo ponto: a análise do posicionamento e do público da empresa, seguido de um planejamento. Estas informações são importantíssimas, indicarão o caminho a seguir de forma mais correta e a linha criativa que melhor se enquadra. Desta análise obtém-se a resposta de uma questão recorrente: a linguagem! Por se tratar de redes sociais, a linguagem em geral pode ser mais pessoal, mais íntima, de certa forma. Mas é o público e a linha de comunicação da empresa que vão limitar esta relação e proximidade e consequentemente sua expressão nas redes. Gaste tempo nesta análise, vai recompensar, lembrando que o foco é o cliente, seus problemas e necessidades e não autopromoção!
O ideal é criar um cronograma de postagens para melhor organizá-las e partir para a produção! Se estamos tratando as redes sociais como mídia, temos que tratar os posts como anúncios, ou seja, precisam ser bem pensados e elaborados! Em publicidade o papel do texto é tão importante quanto a imagem, pode substituir, ancorar ou completar o sentido. Já nas principais redes, como Facebook e Instagram, a imagem tem um poder maior, mas o texto pode ser bastante útil para engajar e promover o relacionamento. O Twitter é uma rede que se vale de texto, e nele chama a atenção as respostas mais criativas, é jogo rápido, precisa ser pessoal e se diferenciar.
Quando tratamos de criatividade não há como definir regras, mas na parte de textos é possível destacar alguns pontos:
  • Utilização de perguntas – elas podem gerar comentários, só não vale fazer a pergunta e indicar “se gostou curte, se amou compartilha”, não faz mais efeito (se é que fez um dia…)
  • Por que não utilizar texto longo no Instagram? Experimente!
  • Utilização estratégica das Hashtags – fazer uso das hashtags com palavras chave indicativas, pensando em como aquelas palavras podem indicá-lo, localizá-lo!
  • Diferenciação de adjetivos e formas de fazer a chamada – analise os últimos posts e tente não se repetir. Se na maior parte da semana você informar que chegou novidades na sua loja, suas postagens e novidades serão cansativas para quem vê!
  • Avaliação do padrão dos posts que deram mais resultado – para repetir o que funcionou, tanto nos seus quanto nos da concorrência!
  • Português correto! Nunca é demais lembrar…
Por fim, inspiração vem de referências, leia, se atualize e esteja aberto a experimentar, isso vai ajudar na hora de bolar “aquele” texto para “o” post.

Por Caroline Trapp 

domingo, 4 de janeiro de 2015

10 tendências para o Marketing de Conteúdo em 2015

Chegou aquela época do ano em que todo mundo gosta de fazer previsões, apostar fichas e até mesmo consultar cartas, búzios e outras formas de tentar saber como será o futuro. A verdade é que ninguém pode dizer ao certo, mas ao vermos algumas tendências, é possível traçar boas estratégias.
Hoje vamos falar sobre algumas tendências e ideias do que pode começar a tomar forma em 2015 e como podemos nos preparar. Prontos? Então vamos lá!

1. Interação é coisa séria!

A interação não é grande novidade. Porém a importância que ela tem no nosso cotidiano ficará cada vez maior. Isso significa que precisamos prestar ainda mais atenção no que as pessoas nos dizem e isso nem sempre acontece de forma verbal.
Ficar atento aos sinais e movimentos inesperados do seu público é importante para saber como interagir da melhor maneira.

2. Dividir para integrar

Esta tendência é, na verdade, um desafio. Ainda vivemos uma realidade de conteúdos, narrativas e entendimentos separados. A partir dos próximos anos veremos cada vez mais conteúdos divididos, porém integrados no seus propósitos.
divisão de conteúdo em canais apropriados é importante, porém mais importante ainda é saber porque eles são divididos essa maneira.

3. Criação de contextos e experiências

É muito estranho quando vemos algum conteúdo solto por aí, sem amarras ou melhor, sem contexto claro. Publicar apenas por publicar é algo que não traz benefícios a ninguém. Esta é uma das coisas que começa a mudar em 2015.
Várias empresas já perceberam a importância que a experiência do consumidor tem dentro da jornada dele e no relacionamento junto à marca. Como você já deve ter percebido, cada um dos pontos que falamos até agora têm relação entre si.

4. Autenticidade e transparência

É preciso ter bastante claro que para contar uma história, devemos ser transparentes e autênticos. De nada adianta construir narrativas lindas e todas elas serem baseadas em uma mentira que soou simpática. O público sempre vai descobrir.
Quanto mais transparente e autêntica for a sua histórica, mais identidade você cria com a sua audiência. As pessoas esperam fatos com os quais possam criar laços. Cada vez mais vamos ver histórias contadas pelos consumidores. Dar este poder a eles é fantástico.

5. Data driven content

Em 2013 e 2014 ouvimos muito sobre Big Data. Agora, é hora de começarmos a olhar para todos esses dados e começarmos a entendê-los de forma produtiva e que ofereçam informações e oportunidades de criarmos e distribuirmos conteúdos cada vez mais personalizados para a nossa audiência.
Por isso, comece a pensar melhor sobre os seus KPIs e metas. Eles fazem toda a diferença para entender melhor quais conteúdos você poderia oferecer.

6. Estratégias palpáveis

Outra tendência que tem se tornado mais factível é a compreensão de que as estratégias de marketing precisam ser documentadas. Assim, quando alguém tem alguma dúvida, existe um plano traçado para servir de referência. Segundo o Content Marketing Institute, este é um fator determinante de sucesso.

7. Amplificação paga

Lá fora muitas empresas já entenderam que a internet não é de graça. Entretanto, aqui no Brasil ainda são poucas as organizações que entendem este fato na sua totalidade. É preciso investir como se faz em qualquer outra mídia. Assim é possível testar, otimizar e planejar para obter resultados ainda melhores.

8. A venda acontece naturalmente

Já é um movimento que vem acontecendo lá fora e deve começar a despontar no Brasil. É hora de tirarmos o pé do acelerador das vendas e das promoções. O discurso vendedor, o copywriting e todos os outros artifícios são importantes, porém é ainda mais valioso cuidar de quem já é seu cliente e responder aquelas pessoas que ainda não são.
Mostre que você está precupado com todas essas questões e não só vender, vender e vender.

9. Mobile, mobile, mobile

O número de celulares e tablets com acesso móvel à internet no Brasil já ultrapassou o número de computadores. Isso quer dizer alguma coisa não? Boa parte das 5 horas que o brasileiro passa conectado é em redes sociais ou buscando diversão e entretenimento no seu dispositivo móvel.
Como a sua empresa está pensando nisso? É preciso adequar o seu site, blog e também o seu conteúdo para ser consumido nessas plataformas.

10. O e-mail marketing nunca esteve morto

E todos precisamos admitir isso. Além de ser o canal mais próximo do seu consumidor, é o principal meio de conversões que você pode trabalhar. Por isso, investir na construção de uma lista forte é imprescindível para quem quer se dar bem em 2015.
Entretanto, lembre-se: jamais compre uma lista! Pode parecer prático, mas as chances de converter são mínimas.
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Bom, é hora de desejar um excelente final de ano e um 2015 de muito sucesso a todos!

quarta-feira, 26 de março de 2014

O Marketing de Reputação é vital para o sucesso das empresas

Gostem ou não, as empresas estão operando os seus negócios em um ambiente que, na verdade, incentiva os consumidores a postarem suas opiniões e reclamações em fóruns e redes sociais. O sucesso ou o fracasso da empresa, em grande parte, se baseia no efeito que a sua atual reputação online tem sobre aqueles que querem usar o seu produto ou serviço, pois eles querem saber qual é a reputação da empresa para que isso garanta que eles estão fazendo uma decisão de compra inteligente.

Um estudo da Nielsen, feito em 2012, pesquisou  mais de 28.000 usuários de internet em 56 e os resultados foram contundentes: 70% dos consumidores confiam em opiniões que leem online. Mas o mais importante foi o fato de que um 72% dos entrevistados afirmaram que uma crítica negativa poderia colocá-los contra uma empresa com a qual já até haviam feito negócios antes. Isso significa que se um cliente lê comentários negativos postados online contra uma empresa,  ela tem uma boa chance de ficar sem as compras futuras desse cliente.

O estudo da Nielsen revela a força do que podemos chamar de “prova social”. Simplificando, a prova social é o processo em que os clientes potenciais contam com as ações de avaliações de outros clientes para determinar se irão ou não fazer negócios com uma empresa. Para eles os comentários postados por outras pessoas sobre a empresa, tem um grande valor, servem como "provas", pois são informações de quem já experimentou a qualidade dos produtos que a empresa comercializa ou dos serviços que se propões a oferecer.

Se uma empresa recebe muitos elogios online, então ela tem uma grande chance de fazer bons negócios. Ao contrário, se um número grande de comentários que estão sendo escritos sobre a empresa é negativo, a sua questionável reputação colocará em cheque a expansão dos seus negócios e até mesmo a sobrevida da empresa. Simples assim.

Então, não se engane sobre isso. A reputação da marca desempenha o papel de protagonista em suas perspectivas, levando os consumidores a decidirem fazer negócios ou não com a empresa. Esta constatação é a base para a o Marketing de Reputação. 

Mas qual será a uma boa definição para Marketing de Reputação?
Uma das melhores descrições para o Marketing de Reputação, feita por Daniel Domeneghetti, CEO da DOM Strategy Partners, diz que ele tem como finalidade maximizar o valor da empresa e da marca. Ele é orientado à construção e perpetuação positiva de sua imagem e credibilidade no tempo. Ou seja, está mais conectado ao longo prazo e envolve práticas como comunicação corporativa, atividades de branding e experiência multicanal, relacionamento com stakeholders, patrocínios cultural e esportivo, marketing de causas sociais, protagonismo em comunidades e redes sociais, inovações e novas tecnologias diferenciais, dentre outras. As ações do Marketing de Reputação devem ser integradas – conforme a estratégia corporativa – e ligadas ao Marketing de Resultados, que tem atividades de cunhos mais transacionais, de suporte a vendas, de curto prazo. Entre os exemplos estão: lançamento de novos produtos e serviços, promoções, marketing online, merchandising, ações de vendas e marketing direto e ações de fidelização.

Que impacto terão as vendas em um mau processo de gestão da reputação online?
Um bom nome é algo terrível de se perder. Infelizmente, isso pode acontecer muito facilmente e quando acontece, suas vendas, com certeza, irão sofrer.

Alguns estudos atuais apontam que um percentual muito grande (cerca de 80%) de consumidores consultam sites de avaliação online, como o “Reclame Aqui”, antes de se decidirem sobre com qual empresa irão fazer negócio.


Há também o “sistema de estrelas” para medir as reputações de produtos e empresas. Quem já visitou o Buscapé, facilmente consegue identificar a reputação online das empresas que praticam e-commerce. O nível de satisfação dado pelos consumidores varia de 01 até 05 estrelas. Quanto mais estrelas, maior a reputação das lojas e/ou dos produtos. Outros sites seguem esse padrão e essas estrelas realmente são importantes. Estudos mostram que o ganho ou a perda de apenas uma estrela irá resultar em um aumento de 5% a 9% no acréscimo ou na diminuição das receitas. São importantes impactos relacionados a reputação.

Onde exatamente a sua empresa está sendo avaliada?
Como disse, existem sites com o único propósito de fornecer opiniões on-line e que cada vez mais influenciam as decisões de compra das pessoas. A empresa precisa manter um olhar atento para comentários que vão sendo postados sobre ela em sites como o “Reclame Aqui”, mas sem jamais se descuidar do monitoramento de comentários também no Facebook, Twitter, Pinterest, Youtube e os Buscapés da vida, entre outros.

O que estão dizendo da empresa nas suas costas?
Qualquer empresário tem de enfrentar a verdade: as pessoas estão falando. Bem ou mal, estão falando de empresas e produtos. Para descobrir o que eles estão dizendo, a empresa tem que monitorar, no mínimo, os principais sites de qualificações online e redes sociais, um por um. É crucial que isso seja bem feito e de forma continuada e profissional, porque se a empresa não sabe que está com uma má impressão, ela não será capaz de tomar todas as medidas para corrigir a situação.

É isso mesmo: Não é suficiente simplesmente saber o que os seus clientes potenciais estão dizendo. A empresa tem que fazer algo sobre isso, e não basta ser apenas uma vez. Esses sites de qualificação e as redes sociais são atualizados constantemente e requerem monitoramento contínuo. Muitos empresários têm dificuldade em encontrar tempo para fazer isso. 

Seja proativo no seu Marketing de Reputação!
Embora a maneira como uma empresa trata seus clientes, os preços de seus produtos ou serviços sejam fatores importantes na construção de uma boa reputação, tudo são aspectos de parte da história. Nesta era online, um negócio que quer prosperar e sobreviver deve tomar medidas proativas para proteger seu bom nome através de uma gestão positiva de reputação online.

Por isso é vital lidar com os comentários negativos em tempo hábil. As pessoas se lembram muito mais dos comentários negativos do que dos positivos. Existe uma máxima que diz: “Para cada dez comentários positivos, basta um negativo para derrubar uma reputação!”.


Gestão do Marketing de Reputação é primordial! A reputação da marca é tudo. O negócio depende disso e é a coisa mais importante que as empresas devem fazer.

Por Renato Serra

segunda-feira, 24 de março de 2014

Ativistas e movimentos sociais superam barreiras ao se especializarem em redes sociais

O alcance inaudito das mídias sociais - ou redes sociais - não é mais uma novidade no mundo atual, inclusive na esfera política.
Sobretudo após a eclosão das manifestações nacionais em junho e julho de 2013 no país, passou-se a considerar praticamente inquestionável o poder da Internet em termos de informação, questionamento, reunião e também mobilização de pessoas.
Nesta linha, ativistas e movimentos sociais têm investido na especialização como maneira de otimizar seus resultados, alcance e pautas. A demanda por resultados cada vez mais imediatos, comum em todas as camadas, mas acentuada em cidadãos mais jovens, tem contribuído para o esforço de maximização de resultados a curto prazo.
Conforme Raquel Recuero, da Universidade Católica de Pelotas (RS), 50% dos brasileiros já é internauta, sendo que este número deve ser elevado a 70% até o fim do ano: um enorme campo para expor e debater ideias, coligando cidadãos de interesses comuns. Os mais diversos analistas tendem a explanar, inclusive, que 20 a 30% dos brasileiros poderá decidir em que votar com base na Internet, na qual as redes sociais desempenham um papel fundamental e integrador.
Fernando Castellano, do Movimento Contra Corrupção, que abarca mais de 1,1 milhão de seguidores apenas na página principal no Facebook, explica a necessidade de especialização. "Como a maior parte dos ativistas, começamos de forma extremamente amadora. Até por empolgação, entusiasmo, acabamos por crer, muitas vezes, que o fato de defendermos algo correto, justo e verdadeiro é suficiente para alcançarmos resultados, mas não é tão simples assim", alega.
Prossegue: "O trabalho nas redes sociais é como qualquer outro, requer especialização e alto grau de conhecimento para que os resultados sejam alcançados. A grande vantagem é ser um meio gratuito - ou ao menos barato - para atingir milhares de pessoas. Antigamente, era necessário utilizar, por exemplo, panfletos, os quais tinham custos com impressão, distribuição e outros, com grande limitação na quantidade de pessoas alcançadas. Hoje em dia, um mouse e um teclado já podem fazer uma diferença enorme e sem custos de divulgação, a questão está em saber como valorizar ao máximo as práticas para otimizar resultados".
Segundo Castellano, uma das principais razões para o crescimento e a influência do MCC em meio a mais de 10 mil páginas políticas no Facebook foi a especialização. "Fazemos oficinas e hangouts com a equipe para esclarecer as melhores maneiras de divulgar nossas pautas, informações e notícias. Entendemos, por exemplo, que não importa a alta carga técnica de uma informação se poucas pessoas são atingidas, de modo que, para que haja comunicação, tentamos nos certificar de que realmente nossos seguidores entenderam a mensagem, ainda que parcialmente. Isso é essencial para a produção, ainda que paulatina, de resultados expressivos", defende.
Questionado sobre como ativistas iniciantes podem se aprofundar no tema para melhorar seus resultados, defende o estudo em primeiro lugar. "Há uma expressiva facilidade de adquirir informações hoje em dia. Optamos pela leitura de sites e blogs conceituados, além de apostilas e livros introdutórios ou avançados sobre o tema. Os livros O Estrategista em Mídias Sociais, de Christopher Barger, bem como Monitoramento e métricas de Mídias Sociais, de Diego Monteiro e Ricardo Azarite (ambos publicados no Brasil pela DVS Editora), são boas introduções tanto para usuários iniciantes quanto para avançados. Ainda que o foco da maior parte das fontes de conteúdo seja empresarial, a leitura pode ser adaptada para o ativismo político, principalmente o seu foco profissionalizado e especializado - ainda que possa ser assustador de início, noções como métricas, alcance, interação, engajamento, popularização, adesão, viralização, trending e as mais diversas medidas empíricas podem ser essenciais para um bom resultado", argumenta.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Os Profissionais da Gestão de Mídias Sociais

Você já sabe que as mídias sociais devem ser uma realidade na vida de toda empresa que visa atingir um público ainda maior e estabelecer com ele uma relação de confiança, certo? Mas quem são as pessoas por trás de tudo isso? É sobre isso que falaremos aqui hoje. Ter pessoas aptas envolvidas em todas as etapas é que vai fazer com que ações previamente pensadas para a sua empresa funcionem e deem o resultado esperado.
Uma equipe competente, com visão de negócio e com funções muito bem definidas se faz necessária para que a empresa, de fato, seja um caso de sucesso em sua atuação offline ou online. Neste último, especificamente, cada membro deve entender muito bem todos os canais de comunicação, isto é, como cada rede social funciona, para que sejam elaboradas estratégias de marketing eficazes e de acordo com as peculiaridades de cada uma delas. Uma boa gestão é que vai ditar o rumo que a sua empresa irá seguir.
Como toda equipe, a de mídias sociais também deve caminhar junta. O trabalho no online, assim como no offline, nada mais é do que uma parceria, uma soma de esforços que leva a um retorno positivo. Um trabalho depende do outro para que dê certo. Por isso é tão importante ter um grupo comprometido, interligado e com um propósito comum: o êxito da sua empresa nas mídias sociais.
Você sabe quais profissionais a sua empresa não pode abrir mão? A lista abaixo apresenta as áreas vitais e as principais atribuições de quem as assume.

1 – Planejamento

Antes de qualquer outro profissional, tenha um capaz de analisar a concorrência, o público e de entender como a sua empresa deve fazer parte deste cenário. É esta pessoa quem vai indicar como a sua empresa deve entrar na briga pela preferência do público. É ela quem vai indicar qual rumo seguir, quais ações pôr em prática e fazer o negócio acontecer.

2 – Monitoramento e SAC

Tenha ao menos um profissional de olho em tudo o que é dito sobre a sua marca no Facebook, no Twitter, no Instagram e em todos os outros canais online onde ela estiver. É ele quem vai dar o feedback e indicar a comunicação ideal no relacionamento com o público. É bom dizer que o número de profissionais envolvidos neste processo vai depender, é claro, do tamanho da sua empresa e do impacto dela na internet. Tenha também pessoas aptas a responder as interações. E lembre-se: quanto mais imediatas e personalizadas as respostas forem, mais humanizada a sua marca estará. Na geração de crises, principalmente, este profissional não pode ser esquecido.

3 –  Conteúdo

Depois de analisado o cenário e as menções à marca, cabe ao profissional responsável pelo conteúdo levar aos canais de comunicação a proposta da empresa, como ela quer ser vista e, principalmente, mostrar que está aberta a conversas. É o produtor de conteúdo quem efetivamente dá voz à marca nas mídias sociais. É este profissional quem vai mergulhar no universo dela a fim de entender o público, saber o que ele espera ouvir e, na medida do possível, atender às suas necessidades.

4 – Métricas

O analista de métricas, que é aquele responsável por acompanhar os indicadores de performance e o ROI – em bom português, Retorno do Investimento – , também não pode faltar. É ele quem irá dizer como os anúncios da sua empresa contribuem para o sucesso dela, além de apontar, baseado nessas conversões, o que dá certo e o que não funciona.
As discussões sobre a sua empresa já acontecem nas mídias sociais. O público está lá o tempo todo elogiando, criticando e cabe a você decidir se quer ou não participar dessa conversa. Para isso, é preciso estar bem preparado. Esteja cercado de pessoas que saibam lidar com as mais diversas situações, que saibam o que dizer e como fazer isso para gerenciar uma crise ou para vender melhor o seu negócio. Seja para descobrir qual é a melhor abordagem a ser feita, seja para lidar com algum problema, não importa. Para um ou para o outro, a sua empresa precisa estar cercada das pessoas certas e que saibam fazer dessa presença online algo que realmente valha a pena.

Fonte: Tsuru Blog